
O Centro de Controle de Zoonoses de Tupã realizou o envio de 420 escorpiões capturados na cidade ao Instituto Butantã, em São Paulo. Os aracnídeos serão criados no instituto com o objetivo de extrair o veneno utilizado na produção do soro antiescorpiônico, essencial no tratamento de acidentes com picadas desses animais.
Segundo especialistas do Instituto Butantã, o veneno de escorpiões do gênero Tityus, como o amarelo, marrom e preto, provoca dores intensas na região da picada e pode afetar sistemas vitais no corpo humano, incluindo digestão, circulação, respiração e controle de temperatura.
Em casos mais graves, a ação do veneno pode levar a complicações cardíacas e dificuldades respiratórias.
O soro antiescorpiônico, produzido a partir do veneno extraído, atua neutralizando os efeitos no organismo e é mais eficaz quando administrado precocemente.
Por isso, ele é um recurso indispensável para salvar vidas.


Tupã destaca-se no Centro-Oeste Paulista como o único município a colaborar com o Instituto Butantã nesse processo.
Em 2024, mais de 2000 escorpiões foram enviados pela cidade, e a expectativa para 2025 é aumentar ainda mais esse número, reforçando o compromisso com a saúde pública e a ciência.
Este esforço não apenas contribui para o desenvolvimento do soro, mas também representa uma importante iniciativa para reduzir os riscos e impactos causados pela presença dos escorpiões na região.